sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Sobras

De sobras que toda esta fábula é construída,
sobra da esperança de um dia dar o ponta-pé da mudança
voar com o vento batendo nas tranças e agir ao invés de pensar
pois,
o tempo da ação se perde antes mesmo do pensamento acabar.
Sobra esta vontade que insiste em se acomodar...
Vontade de tentar algo novo e botar a vida à rodar mas,
ai vem as sobras das velhas coisas que é difícil dispensar,e,
só é possível este novo quando o velho ceder lugar.
A cada nascimento novo é a vez de uma estrela findar,o velho
mistura-se a terra para dela participar,
sua sobra agora é que vai alimentar
a mais nova semente onde o novo vem estrear..
Com o aparecimento do novo o velho enfim pode se transformar
em outra peça da engrenagem que faz a vida girar.
Penso ser sobra e tanto faz se não pensar,pensando você ou não,
também sobra será...
Ficando ai parado ou mudando de lugar conforme-se como Homem
e sobra em paz será...
Pense para evoluir,imagine que pode fugir são só fantasias mas ajudam a suportar..
O certo é que no final com muito ouro ou sem lar,seu futuro como humano é sobra
se tornar,
portanto divirta-se rasgue os panos,construa sabendo que tudo vai ficar.
Participe das mudanças que esperamos para a vida melhorar já que amanhã serás sobras
ao menos aproveite o lugar,tenha consciência que na vida nem tudo se pode mudar.
Pare agora de se matar disto a vida é que vai cuidar lembre; o tempo é curto,curta o
tempo para amar..

André Luiz

Singular

Não existe só eu,
não é eu só como pensei uma vez
alem de mim também há o Nando Reis
Não sou eu só na Terra
e aceitar isso vem sendo uma guerra
Não ser uni potente,uni presente e aquele que nunca erra
saber que antes de mim é a vez do banguela.
Não sou só,
único ou mestre e nem todos são filhos meus
e alem de mim,
andam dizendo por ai que existe Deus
Não sou só eu,
e como me livrar dessa singularidade?
Pois alem da minha tem a sua e mais a nossa vontade...

André Luiz

Contra-fluxo

As vezes quase choro para aceitar os tais ¨novos rumos¨
que a vida insiste em apresentar.
Sinto-me andando de oposto ao vento sem um destino qualquer
mais um,entre tantos,nadando contra-a- maré..
São tantos os rostos:
-Cerrados,alegres,tristes,sorridentes ou simplesmente calados!
Alguns passam por mim e olham-me aqui sentado.
Não sabem eles,como me pergunto assombrado:
-Será que eles tem certeza pra onde vão,para ir tão apressados?
-Ou será que apenas eu,sinto-me no lugar errado?

André Luiz

Casa Sem Ela

Imóvel,parede e chão...
Tapetes,carpetes e cantos com mesa ou não,
flores sem água,roupas limpas em extinção.
O pouco dela que resta se resume á um lado frio
no colchão e a velha escova de dentes que tem a cor
do seu batom..
A luz branca do quarto não traz claridade e nem leva
a solidão,claro era seu sorriso que brilhava mesmo no escuro
e iluminava esta construção.
Aqui não é só vazio tem muita recordação,assim é um amor
desfeito...
A poeira morando em casa e a saudade no coração.