Você não sabe como, às vezes, é bom ser eu.
Joane...
nestas horas em que olho para trás e vejo a estrada e tudo parece fazer sentido,
inclusive os erros cometidos como se não houvessem erros, e sim atalhos para chegar a ti...
Não podes fazer idéia da falta, da minha velha e íntima conhecida, falta de você
Joane...
e do tanto que aprendi a agradecer por não sermos mais eu e você, pois não me acompanharias neste
caminho onde construí meu mundo de pequeno príncipe. E moro neste mundo sozinho,
é,
eu escolhi ser só depois de você.
Joane...
Só como quem importa-se com sua ferida,
só tal qual alguém que alimenta-se do ser sendo a própria comida,
só nem tão triste mas,
só,
alguém ao volante as cinco da manhã ouvindo uma canção antiga
com o pensamento distante fixado na partida mas,
levando como carona a certeza que o tempo juntos passou porém,
o amor não acabou, apenas se dividiu e cada um viverá com o seu pedaço para o resto da vida.
Irias rir ao descobrir que amo outras enquanto me deixa,
Joane
seu riso seria largo ao saber que construo sonhos e toda uma vida com outras enquanto não estás.
E até chego acreditar que se realizarão meus sonhos sem você,
Joane
Ah! Mas o que me faz recordar-te?
Ou quem te chama no meio do meu sonho?
Como podes sempre me encontrar?
Então extraído do paraíso vejo-me sem ninguém, inaugurando o mais novo tropeço na solidão pagando o preço por mais uma vez ter me atirado à ilusão de te ter.
Seu fantasma não convence que é do bem e o aterrorizado sou eu, pois
mais uma vez foi sonho e elas não são iguais a você,
Joane...
-que eu nem sei se lembro bem...
André Luiz
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