quinta-feira, 19 de junho de 2008

Cidade dos Mortos

Eles estão aí
a andar, mortos, pela rua
preocupados com seu destino
no desatino de quem quer logo chegar
Eles não têm mais tempo
antes do tempo acabar
dentro do peito, o sonho
– Que Deus nos livre – não se pode sonhar
O tempo das nossas vidas é curto
e temos que trabalhar
Pagar contas: luz, água...
a cachaça que bebemos no bar
A única conexão que mantemos,
com o sonho,
de que um dia a nossa vida pode mudar
Ao menos a tontura faz a nossa mente girar
e esta ilusão é boa
de não estar no mesmo lugar
Na loucura nos permitimos sonhar
e através dos sonhos, e da vontade de melhorar
que encontramos a saída
para viver esta vida
que vivemos a matar .

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