quinta-feira, 19 de junho de 2008

Sem Pensar

Me dê uma cabeça
e eu imaginarei todo o resto.
Quem sou além dos defeitos?
Quem sou então além do casaco,
do forte e do fraco,
do cheiro,
da célula ao átomo?
Quem na verdade sou?
Se não aquilo que é meu,
o resto,
as sobras das trocas da vida.
Quem sou eu
depois do desgaste dos dias de chuva,
que homem sou
se não o das rugas?
Quem seria eu de verdade
se não tão covarde e com menos vaidade?
Quem de fato seria
se não quem eu jamais imaginaria...

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