quinta-feira, 19 de junho de 2008

Proximidade

Na noite clara de outono
nasceu uma lua redonda,
brilhante como prata
O meu espírito de cão sem dono
uivou feito vira-lata
Senti a saudade de algo novo
que só vontade de ti
não mata
O que quer meu coração?
Pois você e a lua,
a ele, já não basta
Eu busco algo que não se quebra
ou despedaça
Não se compra, tampouco
obtém de graça
É algo que vem d'alma,
e não da carcaça
Às vezes, sinto sua presença
noutras, parece que nunca passa
mas quando eu quero tocar...
esconde-se e disfarça
Sinto seu silêncio estilhaçando a vidraça

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